Prestando contas — crônica de fim de ano

Dezembro na área, o Natal mordendo-me o tornozelo, o Ano Novo afiando as unhas, tenho pouco tempo para prestar contas. Difícil começar, a garganta arranha, a voz engrola, a frase não embala, efeitos de um espirito temeroso em expor seu avesso ao sol, iluminar a coisa escura em praça pública. Processo nada instagramável, a propósito.…

Não culpem o urubu

Bem-vinda, Bem-vindo ao ano que não começou. No calendário juntaram-se quatro novos algarismos, mas eles mentem. Dois mil e vinte não acabou em primeiro de janeiro. Avançou a linha da folhinha gregoriana como uma bexiga elástica e medonha. Nesta segunda semana de fevereiro, ainda lhe sentimos o látex esticado e frio. Prova-o o único folião…